30 de abril: Dia dos Ferroviários

Trabalhadores ferroviários têm uma nobre missão a cumprir e a fazem com maestria: trazem desenvolvimento e riquezas para todo o país; são peças indispensáveis no funcionamento desta grande engrenagem, sempre com comprometimento e dedicação; e colecionam histórias de vida e de trabalho que emocionam e que motivam a seguir sempre em frente.

Parabéns, ferroviários, pelo papel de destaque no passado, presente e no futuro do país.

Não há o que comemorar nesse 1º de maio

Neste artigo, o coordenador da CUT Regional Sul Edegar da Cunha Generoso fala sobre os prejuízos que a classe trabalhadora teve com a Reforma Trabalhista.

1º de Maio de 1886 – Chicago – Greve pela redução da jornada de trabalho. Perseguição, prisão e condenação de lideranças operárias, os chamados mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, um outro, Lingg, suicidou-se na prisão. Eles e toda a classe operária lutavam contra a superexploração capitalista, caracterizada pelo trabalho extenuante (jornadas que chegavam a 14 horas diárias), salários miseráveis e nenhuma garantia social e previdenciária. O que aconteceu em Chicago ocorreria também em todos os países onde o processo de industrialização foi instalado: de um lado capitalistas que tinham toda a liberdade para explorar do jeito que bem entendessem os operários e do outro os trabalhadores que passaram a cooperar e a se organizar entre si para criarem os primeiros sindicatos e conquistarem as primeiras leis trabalhistas.

 

1º de Maio de 2018 – Brasil.  A classe patronal comemora o maior retrocesso na legislação brasileira, são seis messes da implantação da chamada Reforma Trabalhista. Prometeram mais emprego, mais qualidade de vida, modernização das relações de trabalho. Embutidas e bem ocultas nas falas e promessas dos ideólogos patronais da Reforma: possibilidade da ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, violenta redução de salário (por meio do contrato intermitente), enfraquecimento da representação sindical, proteção das empresas contra ações judiciais de seus empregados, gestante pode trabalhar em atividades insalubres, fim do pagamento das horas extras, fim do direito do trabalhador de ter a sua rescisão conferida pelo sindicato, fim do FGTS/férias/13º salário para os trabalhadores contratados como autônomos exclusivos, e etc. Estamos caminhando a passos céleres para o início do século XX. Para a classe empresarial brasileira, modernizar não tem a ver com futuro, tem a ver com o passado, com o tempo que as relações de trabalho não tinham norma regulamentar. Eles sonham olhando para trás.

 

1º de Maio de 2018 – Os trabalhadores brasileiros não têm o que comemorar. A herança de direitos dos que lutaram antes foi vilipendiada pela tirania capitalista. Cuspiram nos rostos dos trabalhadores e trabalhadoras, mentiram para eles e os puseram de joelhos. É hora de reerguer-se, de sair da passividade e mostrar aos tiranos do capital que o sangue vermelho da revolta corre em nossas veias e o que nos pertence, pertence também a nossos filhos e netos, e por isso não pode ser roubado. Ninguém há de calar a Classe Trabalhadora! 1º de Maio não é dia de festa, é dia de protesto!

 

Edegar da Cunha Generoso

Presidente Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região

Coordenador da CUT Regional Sul

 

Congresso reúne dirigentes e discute conjuntura atual

E teve início ontem (25) o 2º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística da CUT (CNTTL), na sede Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), em Brasília. O evento vai até sexta-feira (27).

Nestes três dias os dirigentes participantes vão debater temas como: conjuntura e desafios da classe trabalhadora brasileira e os trabalhadores em transportes e o mundo do trabalho. Também aprovarão um plano de ação e elegerão a próxima direção que comandará a CNTTL até 2022.

A Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF) também está presente neste importante evento.

 

CUT e centrais sindicais farão Ato Unificado Nacional no 1º de Maio, em Curitiba

As sete maiores centrais sindicais do Brasil se uniram para realizar o 1º de Maio deste ano, em Curitiba, onde vão exigir a liberdade do ex-presidente Lula e a volta dos diretos trabalhistas, extintos pela reforma do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP).

Esse 1º de Maio, que está sendo considerado histórico pelos sindicalistas, reúne pela primeira vez CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB, Intersindical e deve reunir milhares de trabalhadores e trabalhadoras, a partir das 14h, na Praça Santos Andrade, conhecida como Praça da Democracia, na capital paranaense, onde Lula é mantido como preso político desde o dia 7 de abril, nas dependências da Polícia Federal.

“É um ato inédito. Nem nos governos Lula e Dilma as centrais se reuniram em torno de uma pauta comum, que neste caso, é a liberdade do ex-presidente Lula”, diz Roni Anderson Barbosa, secretário nacional de Comunicação da CUT.

“É o reconhecimento do sindicalismo brasileiro aos avanços sociais que o governo Lula promoveu para os trabalhadores”.

Todos os presidentes das centrais e representantes de partidos políticos do Senado e Câmara Federal estarão presentes. Entre eles, a presidenta do PT, Gleisi Hofffman; e os líderes do Partido no Senado, Lindberg Farias; e da Câmara, Paulo Pimenta.

Representantes das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e de entidades sindicais de outros países, especialmente do Cone Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai), também participarão do ato político, que começa às 16h.

Embora o 1º de Maio esteja centralizado na capital paranaense, haverá manifestações espalhadas em todos os estados do país, exceto Santa Catarina, que decidiu levar caravanas a Curitiba.

Outros estados como Pernambuco e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, também enviarão caravanas, mas isso não inviabilizará as manifestações nas respectivas capitais.

“Esperamos que este Ato Unificado das Centrais entre, positivamente, para a história do sindicalismo brasileiro”, diz Roni.

 

Fonte: www.cut.org.br

Confira a programação completa do 2º Congresso Nacional da CNTTL

O  2º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística da CUT (CNTTL), que será realizado na sede Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), em Brasília, começa hoje, nesta quarta-feira (25), e termina na sexta-feira (27).

 

Durante os três dias, os dirigentes debaterão temas como: conjuntura e Desafios da Classe Trabalhadora Brasileira e os trabalhadores em transportes e o mundo do Trabalho. Também aprovarão um Plano de Ação e elegerão a próxima Direção que comandará a CNTTL até 2022.

A Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF) também está presente neste importante evento.

 

Confira a seguir a programação completa:

 

DIA 25 de abril de 2018

 

17h às 20h – Credenciamento

 

18h às 19h – Jantar

 

19h – Abertura Oficial do 2º Congresso da CNTTL

 

21h – Coffee Break

 

 

 

DIA 26 de abril de 2018

 

7h às 8h00 – Café da Manhã

 

8h00 às 12h – Credenciamento

 

9h00 – Aprovação do Regimento do Congresso;

 

10h00 – Exposição de Convidados e debate em Plenário Sobre Análise de Conjuntura e Desafios da Classe Trabalhadora Brasileira.

 

12h00 às 13h30hs – Almoço

 

14h00 – Plenário e Discussão de Grupos: Organização Sindical e Finanças; Plano de Lutas; Mobilização e Comunicação e Reforma Trabalhista e Negociações Coletivas.

 

16h00 – Coffe Break

 

16h30 – Exposição dos grupos e debate em Plenário.

 

21h00 às 1h00 – Rasta Pé dos Transportes – Toca do Peixe

 

 

 

DIA 27 de abril de 2018

 

7h30 às 8h30 – Café da Manhã

 

9h00 – Aprovação das Resoluções dos Grupos

 

11h00 – Inscrição de Chapas, eleição, apuração e posse da Direção e do Conselho fiscal da CNTTL-CUT para o mandato de 2018 a 2022.

 

12h00 – Encerramento

 

Fonte: http://cnttl.org.br

Editorial: por uma política EM FAVOR DO TRABALHADOR!

A Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF), assim como grande parte das entidades sindicais e dos movimentos sociais Brasil afora, vê com preocupação o cenário político da atualidade.
Enquanto o golpista Temer anuncia com veemência que a economia está em recuperação – amparado entusiasticamente pela grande imprensa, que abona todas as suas declarações com gráficos, números e falas dos mais variados especialistas, nós, que lidamos com o trabalhador e acompanhamos o dia-a-dia dos assalariados, sabemos que na verdade o que acontece é exatamente o contrário do que vem sendo propagado aos quatro ventos.

Vivemos um momento dramático, com o aumento do custo de vida, com alimentação, transportes, luz e combustível, além do índice cada vez maior e galopante de desemprego.
Seduzida pela televisão e seus porta-vozes, parte da população ainda compra a imagem de que tudo segue perfeitamente bem, sendo ajustado gradativamente, que a economia vai de vento em popa e que já não existe o fantasma do desemprego. Mas muitos já acordam para a dura realidade, já sentem no bolso e no estômago o programa de destruição do Brasil sendo cruelmente executado.

Sabemos da realidade brasileira e do quanto o quadro pintado pelos porta-vozes dos golpistas está sendo adulterado. Sabemos também qual a verdadeira intenção dos maiores interessados em enterrar a economia brasileira e vender nossas maiores riquezas.

Este momento é delicado e extremamente perigoso, já que põe em risco o Estado democrático de direito. Mais do que nunca, há de se destacar a importância da união entre a classe trabalhadora.

A Federação e o Sindicato dos Ferroviários vê tudo isso com muita apreensão. Sabemos da necessidade de mudar a política, de exigir uma mudança profunda e estrutural. Porque os que lá estão hoje continuarão apostando contra o trabalhador.

Nós todos temos a responsabilidade de mudar este cenário político em ação no Brasil de hoje. Sem importar a sigla partidária, devemos todos contribuir para eleger candidatos que se posicionem EM FAVOR DO TRABALHADOR!

Campanha Salarial VALEC

No último dia 09 de abril, em Brasília, foi solicitada audiência com o dr. Rogério Neiva, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o julgamento do dissídio 2017-2018 contra a VALEC.
A empresa ainda não abriu as negociações para a convenção coletiva deste ano (2018-2019). Portanto, vamos solicitar o intermédio da Procuradoria Geral do Trabalho – PGT, em Brasília.

Federação inicia negociação com CBTU

A Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF) esteve, no início de abril, no Rio de Janeiro, onde deu início à primeira rodada de negociação com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Pela primeira vez montou-se uma composição de sindicatos de trabalhadores ferroviários ligados à CUT, para fortalecer o processo negocial.
Até o momento, a empresa não apresentou nenhuma exigência referente à Reforma Trabalhista. No entanto, o reajuste oferecido é de 0%. A CBTU é uma empresa estatal, portanto, precisa do aval do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DEST. A data-base foi garantida em 1º de maio, conforme o acordo preexistente.

Atenção! Vem aí o Congresso da CNTTL

Nos dias 25, 26 e 27 de abril será realizada a segunda edição do Congresso Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CNTTL. Este importante evento terá lugar na sede da CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares, em Brasília.

Durante o evento, algumas atividades serão postas em ação, entre elas a eleição dos membros do Conselho Diretivo e do Conselho Fiscal da Confederação em conformidade com o seu Estatuto; a análise da real situação dos trabalhadores representados pelas entidades filiadas à CNTTL e as condições atuais de desenvolvimento da sociedade brasileira.

Além do que, serão propostas medidas que visem à instituição de uma nação justa e igualitária.
Para mais informações, entre em contato conosco!

Ministério do Trabalho dá aval a imposto sindical

Nota técnica defende cobrança de contribuição de todos os trabalhadores após assembleia

A Secretaria de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho defende a cobrança do imposto sindical de todos os trabalhadores de uma categoria após a aprovação em assembleia.

A contribuição passou a ser voluntária com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro. Pelo entendimento da nova lei, o imposto só pode ser cobrado do trabalhador que der autorização individual por escrito.
A nota técnica nº 2/2018, assinada pelo secretário Carlos Cavalcante Lacerda, devolve aos sindicatos um direito que é interpretado como uma decisão do trabalhador.

À Folha, Lacerda disse ter recebido de entidades mais de 80 pedidos de manifestação.

“Sem a contribuição, pequenos sindicatos não vão sobreviver. A nota pode ser usada para os sindicatos embasarem o entendimento de que a assembleia é soberana”, afirmou Lacerda.

“O Ministério do Trabalho adotou uma posição de equilíbrio”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Sindicatos como o dos comércios de São Paulo, base de Patah, têm realizado assembleias gerais com a participação de uma parcela da categoria para impor a taxa a todos os trabalhadores.
eportagem da Folha mostrou que as empresas só vão descontar contribuição autorizada individualmente.

“A posição da Fecomercio se mantém [contrária ao recolhimento] até que o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicione”, disse Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da FecomercioSP (federação do setor patronal do comércio no estado de São Paulo).

Tanto o Supremo como a Justiça do Trabalho têm sido bombardeados com ações pela volta da obrigatoriedade da contribuição sindical.

Para Dall’Acqua, o documento do ministério é inepto. “Notas técnicas são orientadoras de fiscalização, mas o texto não foi feito pela área competente, de auditores fiscais. A secretaria ultrapassou sua competência.”
O documento, porém, diz que a secretaria tem autoridade para emitir parecer técnico sobre legislação sindical.

A nota ainda recorre a uma argumentação jurídica: “Não se desconhece que a Constituição Federal de 1988 deu brilho às entidades sindicais. Reconheceu, inclusive, a força da instrumentalidade coletiva advinda da negociação coletiva (art. 7º)”.

 

Fonte: Folha de São Paulo, 02 de abril de 2018