Saiba como ficou sua aposentadoria no INSS

O Senado acabou de concluir a reforma da Previdência Social, ou seja, mudaram as regras para aposentadorias e pensões, as quais entram em vigor após a promulgação, que deverá ocorrer nos próximos dias, e tornam mais difícil o acesso ao benefício.

Quando se fala em benefício previdenciário as duas coisas mais importantes são: 1) as condições de acesso ao benefício, ou seja, as regras de elegibilidade; e 2) o valor dos benefícios. Pois bem, exatamente nestes dois pilares que as mudanças foram mais profundas.

Na prática três situações vão ocorrer: as pessoas ou vão trabalhar mais tempo, ou vão receber menos ou as duas coisas juntas.

O INSS dispõe de várias espécies de benefícios, mas os principais são as aposentadorias por tempo de contribuição, aposentadoria de professor, aposentadoria da pessoa com deficiência, aposentadoria especial, sendo que nestes não precisa ter idade mínima para se aposentar. Os outros principais são as aposentadorias por idade, a por invalidez e a pensão por morte.

A primeira questão a ser entendida é que a aposentadoria por tempo de contribuição foi extinta, sendo fixada idade mínima para as aposentadorias exceto a da pessoa com deficiência, a por invalidez e algumas poucas regras de transição.

A regra geral passou a ser da aposentadoria por idade combinada com o tempo de contribuição sendo 65 anos de idade para o homem, com o tempo mínimo de 20 anos, e 62 anos para as mulheres com o tempo mínimo de 15 anos. Para os professores 60 anos de idade para o homem e 57 anos de idade para a mulher com tempo mínimo de 25 anos de efetivo magistério até o ensino médio.

Já para as aposentadorias especiais as idades e tempo mínimos ficaram em 55 anos de idade para o enquadramento especial nos 15 anos, 58 anos de idade para o enquadramento especial nos 20 anos e 60 anos de idade para o enquadramento especial nos 25 anos de atividade insalubre.

REGRAS DE TRANSIÇÃO

Entretanto, para as pessoas que já estão contribuindo o que importa são as regras de transição. Neste sentido a nova legislação contempla seis regras de transição:

1ª) regra de pontuação pela soma da idade e do tempo de contribuição sem precisar ter idade mínima: 86 pontos para a mulher com no mínimo 30 anos de contribuição e 96 pontos para o homem com no mínimo 35 anos de contribuição.

Para os professores diminui cinco anos no tempo e cinco pontos na soma, ou seja, 81 pontos para a professora e mínimo 25 de magistério e 91 pontos para o professor e mínimo 30 de magistério.

A partir de 1.1.2020 a pontuação sobe um ponto a cada ano até chegar a 100 pontos para a mulher e 105 para o homem e 90 pontos para professora e 100 pontos para o professor.

2ª) regra com idade mínima: 56 anos de idade para a mulher com 30 anos de contribuição e 61 anos de idade para o homem com 35 anos de contribuição.

Para os professores no exclusivo exercício do magistério até o ensino médio o tempo e a idade serão reduzidos em 5 anos, ou seja, 51 de idade a professora com 25 de contribuição e 56 de idade o professor com 30 de contribuição.

A partir de 1.1.2020 a idade será acrescida de seis meses a cada ano até atingir 62 para a mulher e 65 para o homem e 57 anos para a professora e 60 anos para o professor.

3ª) regra com pedágio de 50% do tempo que falta na data da entrada em vigor da lei nova, dispensando idade mínima (art. 17): fica mantida a aposentadoria por tempo de contribuição com fator previdenciário para quem contar na data da entrada em vigor da emenda com mais de 28 anos de contribuição se mulher e mais de 33 anos contribuição se homem.

Neste caso além de atingir o tempo normal de 30 anos a mulher e de 35 anos o homem, a pessoa precisa cumprir um pedágio de 50% a mais do tempo faltante.

A norma silencia quanto aos professores nesta modalidade de aposentadoria pela regra de transição com pedágio de 50%.

4ª) regra com pedágio de 100% do tempo que falta na data da entrada em vigor da lei nova, mas com idade mínima (art. 20): Idade mínima de 57 para mulher e 60 para homem e tempo de contribuição de 30 anos para a mulher e 35 para o homem, mais 100% do tempo que faltava antes de a lei entrar em vigor.

Para os professores reduz cinco anos no tempo e na idade, ou seja, professora 25 de tempo com 52 de idade e professor 30 de tempo com 55 de idade.

5ª) Aposentadoria Especial (art. 21): cria a modalidade de pontuação pela soma da idade e do tempo especial, sendo: 66 pontos na especial de 15 anos; 76 pontos na especial de 20 anos e 86 pontos na especial de 25 anos.

6ª) Aposentadoria por idade (art. 18):  idade de 60 anos para mulher e 65 para o homem, com no mínimo 15 anos de contribuição para ambos os sexos.

A partir de 1.1.2020 a idade de 60 anos da mulher aumenta 6 meses por ano até chegar a 62 anos.

CÁLCULO DO VALOR DOS BENEFÍCIOS

Preenchidos os requisitos para obter um benefício da previdência social é questão então de ver qual o valor o segurado vai receber a título de renda mensal. Para isso é apurada a média contributiva do segurado e ele receberá um percentual desta média.

Neste particular a mudança foi profunda, tanto na forma de como calcular a média contributiva como nos percentuais a serem pagos. A média contributiva será feita usando 100% dos salários-de-contribuição e, em regra, os segurados receberão uma cota fixa de 60% desta média, mais 2% para cada ano de contribuição que exceder 15 anos no caso da mulher e 20 anos no caso do homem.

Em alguns casos o acréscimo de 2% será a partir dos 20 anos de contribuição para ambos os sexos.

No caso das aposentadorias por incapacidade decorrente de acidente do trabalho, doença profissional ou do trabalho e na regra de transição com pedágio de 100% do tempo faltante o valor será de 100% da média contributiva.

Na pensão por morte o coeficiente será de uma cota de 50% mais 10% para cada dependente, limitado a 100% e incidirá sobre a aposentadoria existente ou sobre um cálculo hipotético da aposentadoria que a pessoa falecida teria direito.

Se o dependente for inválido ou deficiente a pensão será de 100%. As cotas de 10% por dependente cessarão com a perda da qualidade de dependente.

Fonte: Matusalém & Castelan Advogados Associados

Expansão da Malha Ferroviária: lideranças vão a Brasília apresentar demanda

A expansão da malha ferroviária no Estado foi pauta de encontro na última segunda-feira (14 de outubro), com lideranças da região, entre elas presidentes das Associações Empresariais e deputados estaduais da Bancada do Sul. O encontro aconteceu na ACIC (Associação Empresarial de Criciúma), e definiu que eles buscarão apoio em Brasília, com integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense, onde apresentarão a demanda.

Para o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (ACIT), Edson Martins Antônio, este é o primeiro movimento, mas o grupo está otimista. “Vamos discutir até que aconteça. É a oportunidade de nos unirmos para impulsionar o Executivo a também fazer pressão sobre o Governo Federal”.

O presidente da ACIC, Moacir Dagostin, destacou o envolvimento das lideranças. “É necessário destacar o envolvimento dos parlamentares, da classe empresarial e da sociedade civil organizada neste encontro e o encaminhamento que será dado, de irmos a Brasília, sensibilizarmos o Governo Federal de incluir Santa Catarina, e principalmente o Sul do Estado, nesta malha ferroviária”.

Para o presidente da ALESC (Assembleia Legislativa do Estado de SC), deputado Júlio Garcia, este encontro requer celeridade. “Precisamos o quanto antes marcar essa reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense”.

Para o Presidente do Conselho da ANTF (Agência Nacional de Transportes Ferroviários), Benony Schmitz Filho, que também é Diretor Presidente da Ferrovia Tereza Cristina SA e participou do encontro, é preciso que o Governo Federal termine o projeto iniciado há 17 anos. “Isso tem que ir para a pauta. A realização das obras vai depender do futuro do país”, afirmou.

Fonte: Notisul, 15 de outubro de 2019

[ARTIGO]: Liquidação da indústria e recolonização do Brasil

Por José Álvaro de Lima Cardoso, economista do DIEESE/SC

Enquanto nuvens carregadas se formam no horizonte, ameaçando uma tempestade financeira que pode ser mais grave do que a de 2008, o Brasil amarga uma crise gravíssima, com um golpe em pleno andamento, e o pior governo já registrado na história do país.

Todas as medidas encaminhadas pelo governo aumentam a exposição do Brasil aos choques que ameaçam a economia mundial, previstos por especialistas em economia mundial. Dezenas de medidas que acabaram (ou reduziram), com direitos sociais e trabalhistas, entregando as estatais para os abutres, volta da fome, todo esse conjunto, fragiliza ainda mais o Brasil perante eventuais choques internacionais da economia.

O Brasil, depois de muitas décadas no grupo dos dez maiores países industriais do mundo, corre o risco de perder essa condição, segundo avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, IEDI. Entre os subdesenvolvidos o Brasil há muitos anos ostenta a condição de ser o país mais industrializado.

Mas o golpe de 2016, foi desferido contra todos os interesses nacionais, inclusive contra o direito fundamental do país dispor de uma indústria nacional forte. O Brasil ainda não recuperou o patamar industrial que tinha antes da recessão de 2015/2016. A indústria, que vem perdendo espaço desde a década de 1980, tem atualmente peso de 11% na composição do PIB, percentual que deverá recuar em 2019.

O país atualmente tem um dos piores desempenhos de crescimento na indústria em toda América Latina, região que já vem crescendo menos que a média mundial.

Não há como a indústria crescer num quadro de extraordinário decrescimento econômico, que combina um violento ataque ao mundo do trabalho, com a deterioração rápida de todos os indicadores de distribuição de renda. Se o índice de Gini aumenta, se o produto interno cai e o PIB per capita recua em média 1,5% ao ano desde 2014, é impossível a indústria crescer.

O mercado consumidor interno, por sua vez, se restringe continuamente, pois, desde 2014 a taxa de pobreza cresce ao ritmo de 10,4% ao ano e a taxa de desemprego aumenta 20,1% ao ano, na média do período 2015/2019. A saída pela via das exportações, por outro lado, é dificultada porque a conjuntura mundial também é de desaceleração.

Dada a importância da indústria para o desenvolvimento nacional e a complexidade do tema, o país deveria ter estratégias de longo prazo, envolvendo todos os segmentos importantes da sociedade, para que a indústria recuperasse dinamismo e importância na produção de riqueza. Vale listar alguns excelentes motivos para a defesa do setor industrial do país:
1º) Não há registro na história do país que tenha chegado ao desenvolvimento econômico e social, sem uma generalizada industrialização e um forte e ativo Estado Nacional. Mesmo economias que utilizaram mais as exportações de produtos primários para elevar a sua renda per capita (como Austrália e Canadá), antes atravessaram períodos de elevada diversificação industrial, elemento essencial das suas estratégias de desenvolvimento;
2º) Existe uma relação empírica entre o grau de industrialização e a renda per capita, tanto nos países ricos, quanto nos subdesenvolvidos;
3º) Há uma associação estreita entre o crescimento do PIB e o crescimento da indústria manufatureira. A dinâmica da economia brasileira nos últimos anos, mostra o fenômeno: o PIB apresentou queda, em boa parte, porque a indústria de transformação recuou drasticamente;
4º) A produtividade é mais dinâmica no setor industrial do que nos demais setores da economia, é o setor industrial que puxa o crescimento de produtividade da economia;
5º) O avanço tecnológico que se concentra no setor manufatureiro tende a se difundir para outros setores econômicos, como o de serviços ou mesmo a agricultura. Os bens com maior valor adicionado produzidos pela indústria incorporam e disseminam maior progresso técnico para o restante da economia.

Nos países desenvolvidos, que em alguns casos se desindustrializaram, a indústria nacional já cumpriu o seu papel no desenvolvimento econômico, colocando a renda per capita da população em elevado patamar. Ao se desindustrializar, o Brasil está perdendo a sua maior conquista econômica do século XX.

Entre 1930 e 1980, a economia brasileira cresceu a elevadas taxas (6,8%, entre 1932-1980) baseado no chamado “processo de substituição de importações”, com fortes incentivos estatais à industrialização através das políticas cambial, tarifária e fiscal.

Caberia neste momento um vigoroso projeto nacional, que possibilitasse a retomada da indústria do país. Ou seja, seria fundamental realizar exatamente o oposto do que está fazendo o governo de Bolsonaro, que está destruindo as ferramentas de execução de política econômica. O conjunto de medidas encaminhadas ou anunciadas pelo governo tendem a debilitar ainda mais a indústria. Venda de estatais estratégicas sem política de valorização dos ativos, entrega do pré-sal e de outros recursos naturais, achatamento do mercado consumidor interno via arrocho salarial, regressão em décadas na regulamentação do trabalho, esvaziamento do BRICS, fragilização do Mercosul, tudo isso enfraquece ou dificulta muito a possibilidade de crescimento de uma indústria robusta no país.

Mas não devemos pecar pela ingenuidade. Dado o conjunto da obra não é difícil concluir que a destruição da indústria e a transformação do Brasil num fornecedor de commodities baratas para os países centrais, não são efeitos colaterais, ou “erros”, da política do golpe, e sim partes constitutivas de um projeto de recolonização do Brasil.

Projeto eleva imposto em pão, carne e leite e promete pagar pobre depois

Alimentos e itens considerados essenciais, reunidos numa lista chamada de cesta básica, pagam menos impostos para ficar mais baratos. Alguns exemplos são carne, pão, leite e café. A proposta de reforma tributária da Câmara quer acabar com esses benefícios para arrecadar mais imposto e implantar um sistema que restitui parte do dinheiro diretamente às pessoas mais pobres. A ideia é criticada por especialistas.

Apoiadores afirmam que a restituição do imposto seria mais eficiente na redução das desigualdades, porque o benefício ficaria apenas com quem mais precisa. Críticos afirmam que a medida não resolve o problema e ainda pode excluir mais pessoas do consumo de produtos básicos.

O governo federal também pensa em tirar as vantagens de produtos alimentícios considerados sofisticados e que hoje pagam menos impostos, como salmão, iogurte e leite condensado.

Como é hoje?

A cesta básica é uma lista de produtos considerados essenciais. Normalmente inclui alimentos populares, itens de higiene pessoal e produtos de limpeza.

Não é vendida em nenhum lugar como um produto único. Ela é um conceito. Seus itens têm menos impostos e, em tese, devem ser mais baratos em qualquer ponto de venda: supermercados, feiras etc. Os produtos que a compõem e os impostos cobrados variam de um Estado para o outro.

Em São Paulo, por exemplo, são cobrados 7% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em alimentos como leite em pó, café torrado e manteiga. No extremo oposto, o cigarro é um dos produtos mais tributados do Estado, com alíquota de 30% no ICMS, por ser um item cujo consumo o governo quer desestimular.

Por que essa política pode acabar?

Há estudos que apontam que benefícios fiscais sobre a cesta básica não são uma boa política de distribuição de renda, porque os produtos mais baratos são consumidos também por famílias de classe média e alta.

Segundo o último Boletim Mensal de Subsídios da União, o governo federal abriu mão de arrecadar R$ 15,9 bilhões em 2018 em razão dos subsídios à cesta básica, mas isso beneficiou mais os ricos do que os pobres.

A equipe técnica responsável pelo estudo, ligada ao Ministério da Economia, propõe voltar a cobrar impostos de alguns itens, como peixes, iogurtes, queijos e outros derivados de leite, com o objetivo de destinar a arrecadação extra para o Programa Bolsa Família.

Restituição pelo CPF

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de reforma tributária que avança na Câmara não fala em usar o dinheiro no Bolsa Família, mas num programa de restituição direta em que os consumidores informam o CPF na hora da compra (semelhante ao que já existe em alguns Estados).

Este projeto tem como base estudos do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal). O diretor da instituição, Nelson Machado, que foi ministro da Previdência entre 2005 e 2007, defende a restituição, por ser um mecanismo mais justo para as pessoas de baixa renda.

“A desoneração da cesta básica não é um benefício focado. Famílias que ganham um salário mínimo consomem o mesmo óleo de soja das famílias que ganham acima de R$ 15 mil por mês”, afirma.

Quem teria direito à restituição

A PEC da reforma tributária na Câmara não especifica os critérios que seriam adotados para a restituição. Isso é um problema grave, na opinião da advogada Tahiane Piscitelli, professora da faculdade de direito da FGV (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo.

“Vamos imaginar que aqueles que recebem até o limite de isenção do Imposto de Renda (que hoje é R$ 1.903,98 por mês) seriam os beneficiados com a restituição. Imagine agora a situação de uma mãe com dois filhos que recebe um salário de R$ 2.200. Seria justo ela pagar mais caro e não receber nada de volta?”, disse.

Tahiane também fala de outros pontos não esclarecidos na PEC, como a correção do valor restituído e em quanto tempo os mais pobres receberiam o dinheiro. Segundo a advogada, o modelo atual de benefícios fiscais tem falhas, mas ainda é melhor do que a proposta de restituição.

Para Machado, do CCiF, essas são questões de política pública, e o sistema tributário não deve tratar delas. Ele também afirma que já existem mecanismos para organizar a restituição de impostos, como o cadastro único (usado para selecionar beneficiários do Bolsa Família).

E se governo arrecadar, mas não restituir?

A advogada Betina Grupenmacher, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), considera “absurda” a ideia de retirar os benefícios sobre a cesta básica. “O dinheiro vai entrar nos cofres públicos, mas nada nos garante que vai sair em forma de políticas públicas. Não dá para confiar”, diz.

Segundo ela, mecanismos que deixem mais baratos produtos essenciais são necessários para garantir a dignidade humana, independentemente da classe social em que a pessoa se encontra. “Alimento, medicamento, vestuário e tudo que diga respeito ao mínimo necessário para um ser humano precisam de desoneração”.

A professora afirma que a melhor solução para as falhas no modelo atual é fazer uma revisão técnica sobre os benefícios e fiscalizar a eficiência deles, mas não eliminá-los.

Presidente da Comissão defende imposto maior

Na opinião de Hildo Rocha (MDB-MA), presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária na Câmara, o governo será obrigado a compensar os mais pobres com a restituição do imposto. “Vai ser colocado um dispositivo constitucional. Se o governo não aplicar, o Congresso aplica”, afirma.

Segundo ele, vai ser apresentada uma lei complementar que define a restituição para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 1.996 hoje). Quem ganha mais não seria contemplado. O relator também afirma que, mesmo com o fim dos benefícios fiscais, o consumidor pagará menos no total porque outros bens e serviços ficarão mais baratos.

A proposta de reforma tributária que avança na Câmara (PEC 45/2019) é de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). O projeto tem 209 emendas. A ideia original prevê um IVA com alíquota definida por Estado, unificando PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

CI pode votar projeto que libera ferrovias privadas

A Comissão de Infraestrutura (CI) se reúne na próxima terça-feira (8), a partir das 9h, e pode aprovar, entre outros, projeto de lei que permite a construção e operação de ferrovias pela iniciativa privada (PLS 261/2018).

De autoria do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto estabelece as regras para o modelo privado, com as competências regulatórias da União e instruções para integração vertical (quando um mesmo administrador se encarrega da operação dos trens e da manutenção da ferrovia), segregação geográfica (vedação da exclusividade de serviços ferroviários numa mesma região para um só administrador) e reparcelamento (substituição organizada de imóveis antigos por novos em uma determinada área). Também garante a participação estatal em segmentos de importância social, seja através da exploração direta, mediante concessões ou atraindo investimentos privados em regime de competição.

O projeto já teve o aval da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, se prosperar, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que dará a palavra final. O relator na CI é o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que ainda não apresentou o seu parecer.

Energia

A pauta completa da CI contém 11 itens, sendo oito projetos de lei e três requerimentos. Entre os projetos também consta o que insere entre os objetivos de políticas públicas a ampliação das fontes renováveis na matriz energética nacional. O texto é do ex-senador Cristovam Buarque (DF), mas será votado na forma de substitutivo do relator, Lasier Martins (PSD-RS)

O PLS 712/2015 acrescenta à Política Nacional sobre Mudança do Clima uma série de ações para cumprir esse objetivo: utilização de tecnologias de baixo impacto de carbono, redução das emissões de combustíveis fósseis, introdução competitiva de energias renováveis e maior eficiência energética.

Outros projetos que poderão ser votados pela CI são o que proíbe a construção de pontes de madeira com recursos públicos (PL 3.178/2019), o que federaliza a rodovia Transarrozeira, em Roraima (RR-319) (PL 2.129/2019) e o que permite a licitação com concessão em áreas de petróleo regidas pelo regime de partilha de produção (PL 3.178/2019).

Entre os requerimentos à comissão, dois deles cobram informações dos ministros Sérgio Moro, da Justiça; e Tarcísio Gomes, da Infraestrutura; sobre a decisão de suspender a utilização de radares móveis nas rodovias federais. Ambos são do senador Marcos Rogério (DEM-RO).

ANAC

Antes de iniciar as votações, a CI vai abrir a sessão com uma audiência com o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho. Ele vai falar sobre a execução das atividades da agência e avaliar políticas públicas sobre o setor.

Segundo o Regimento Interno do Senado, os responsáveis pelas agências reguladoras devem prestar contas ao Senado anualmente. Além da CI, a CCJ e a CAE também participam da audiência.

Fonte: Agência Senado, 03 de outubro de 2019

Jornal Linha (Sindicato dos Ferroviários do Litoral de Santa Catarina)

Confira aqui a última edição do informativo do Sindicato dos Ferroviários do Litoral de Santa Catarina (SINDFEM/SC):

Jornal LINHA OUTUBRO 2019

Negociação com a VALEC: homologação é finalmente assinada

No último dia 30 de setembro foi realizada a audiência para homologação da contraproposta da VALEC, que foi aceita pelos trabalhadores.
O reajuste salarial referente a 2018 ficou em 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, 1,35%. O reajuste de 2019 ficou em 40% do INPC, o que representa 2,02%. Não serão pagos os retroativos.
Esta contraproposta patronal, longe de ser a ideal, foi aceita pelas duas federações de trabalhadores ferroviários. E por que foi aceita? Infelizmente, a atual política governamental é de retirar o máximo de direitos até então estendidos aos trabalhadores. Além disso, tanto as empresas estatais e as de economia mista também tiveram o mesmo padrão de reajuste.
Para dificultar ainda mais a vida dos trabalhadores e do movimento sindical, recentemente foi estabelecida Emenda Constitucional que só permite o ajuizamento de um dissídio coletivo de natureza econômica na Justiça do Trabalho se houver comum acordo entre sindicato e empresa.
Como a VALEC se recusou a aceitar o pedido de dissídio, a ação seria extinta sem resolução do mérito. Restou-nos aceitar a contraproposta da empresa.
Quanto a aplicabilidade da proposta, tem efeitos imediatos para todos os trabalhadores da ativa. Para aposentados e pensionistas, convencionalmente os efeitos são aplicados após um mês, com pagamento de retroativo a partir da data da homologação. No entanto, nós, da Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários (FITF), deveremos tentar uma negociação para que os reajustes já sejam aplicados para todos os trabalhadores, da ativa e aposentados, simultaneamente.

Outubro Rosa: um toque que pode salvar vidas

Outubro é o mês escolhido para ressaltarmos a importância do cuidado com nós mesmas. Cuidado este que, é claro, deveria ser lembrado todos os dias. Com a chegada do Outubro Rosa, é hora de redobrarmos a atenção com nosso corpo e com nossa saúde.

Sabemos o quanto a mulher, hoje em dia, tem uma vida atribulada e que muitas vezes é difícil reservar um tempo para si mesma no decorrer de nossa longa jornada de trabalho, mas insistimos na importância da realização do exame preventivo, disponível na rede pública de saúde. Programe-se e garanta mais saúde e qualidade de vida.

A campanha do Outubro Rosa enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas;
Informa que para mulheres de 50 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos;
Mostra a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnóstica;
Esclarece os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento;
Informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.
Em grande parte dos casos, o câncer de mama, quando detectado em fases iniciais, tem mais chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Trabalhadoras, procurem atendimento médico regularmente. Cuidem-se!