Live debaterá ações para impedir privatização da Estrada de Ferro de Campos do Jordão

A iniciativa é do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil. A destruição do patrimônio público do Estado de SP faz parte do pacote de maldades do governador João Dória (PSDB)

Com a finalidade de debater ações para barrar a privatização da estrada de Ferro de Campos do Jordão, cidade localizada no Estado de São Paulo, o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, filiada à CNTTL e à CUT, realizará Live nesta quarta-feira (28), às 20h, transmitida pelo Facebook da entidade.

O governador Dória (PSDB) está de olho no espaço. Sua intenção é privatizar o Parque do Capivari em Campos do Jordão. Este projeto de concessão à iniciativa privada incluirá as áreas da estação de trem, do Morro do Elefante, o pedalinho e o teleférico. A destruição do patrimônio público do Estado de SP faz parte do pacote de maldades de Dória.

Recentemente, Doria apresentou o nefasto  PL 529/2020, que tramita em caráter de urgência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), representa o desmonte de serviços essenciais à população nas áreas de saúde, moradia, transporte, regularização fundiária e agricultura familiar. O PL, que pode ser votado a qualquer momento pelos deputados, extingue dez empresas públicas, reduz verbas de universidades, prevê a venda do patrimônio imobiliário do Estado, a privatização de parques e unidades de conservação e o aumento de impostos como o IPVA.

Participarão da live os presidentes da Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários da CUT (FITF), filiada à CNTTL, Jeronimo Miranda, do Sindicato da Central do Brasil, Valmir de Lemos (Índio) e diretor da CNTTL;  os diretores do Sindicato da Central do Brasil, Lourival Junior e Múcio Alexandre; o diretor de Relações do Trabalho da CUT-SP e da CNTTL, Wagner Menezes (Marrom) e o analista de RH da Estrada de Ferro de Campos do Jordão (EFCJ) – SP, Rodrigo Martins.

Terreno e ações

Em entrevista ao G1, a Secretaria de Transportes Metropolitanos disse que a empresa escolhida vai ter o domínio econômico da área de 40 mil metros quadrados por trinta anos, tendo como contrapartida a modernização, manutenção e administração da área. O diretor do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, Múcio Alexandre, informa que trabalham na Ferrovia de Campos de Jordão cerca de 280 ferroviários, que correm o risco de perderem seus empregos, com a privatização do terreno.

“Vamos debater na nossa live estratégias e ações de luta para impedir essa venda absurda do governador Dória. Também estamos pensando em propor uma ação civil pública, para tentar, no mínimo, suspender o processo”, disse ao Portal da CNTTL o sindicalista.

116 anos de história

Idealizada pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Vitor Godinho, a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ) foi construída em dois anos e começou a operar em 15 de novembro de 1914 e está prestes a completar 106 anos.  Criada para o transporte de pacientes em tratamento contra a tuberculose que encontravam na Serra da Mantiqueira, ligava Pindamonhangaba e Campos do Jordão.

A Estrada de Ferro Campos do Jordão conserva a mesma atmosfera do transporte ferroviário realizado no início do século passado, como nos passeios Bonde Turístico e Trem Turístico Piracuama, em Campos do Jordão e Pindamonhangaba, respectivamente, utilizando trens da década de 1920 e 1930 movidos a eletricidade, reformados nas oficinas da ferrovia.

Além de ser uma ferrovia de turismo, funciona como meio de transporte para o pessoal da região. É um rico patrimônio da população do Estado de São Paulo que precisa ser conservado.

Serviço

Não à privatização da Estrada de Ferro de Campos do Jordão

data: 28 de outubro (quarta-feira)

Horário: 20h

Transmissão: https://www.facebook.com/sindcentraldobrasil

 

Fonte: Redação CNTTL, 26 de outubro de 2020

Lutas pela reestatização das ferrovias e defesa da CBTU são destaques do 3º Congresso Nacional dos Ferroviários

Segundo o presidente da FITF, Jerônimo Miranda, o Brasil está no caminho inverso dos demais países, basta ver o descaso em que se encontram as empresas estatais no país

A Federação Interestadual dos Trabalhadores Ferroviários da CUT (FITF), filiada à CNTTL, realizará seu 3º Congresso Nacional  (CONFITF) nos próximos dias 30 e 31 de outubro no Centro de Treinamento de Líderes, em Itapuã, em Salvador, na Bahia.

Além da homenagem ao grande companheiro Roque Ferreira, líder ferroviário que faleceu em 4 de setembro devido à Covid-19, o evento será um marco na luta pela reestatização das ferrovias de cargas e contra a privatização da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

Para falar um pouco sobre o evento, a redação da CNTTL conversou com Jerônimo Miranda, presidente da Federação. Confira!

 

CNTTL: Fale um pouco sobre a bandeira de luta pela reestatização das ferrovias, quais os impactos para os trabalhadores ferroviários?

Jerônimo Miranda: Um país do tamanho do Brasil só pode ser alavancado se tiver como matriz de transporte um sistema eficiente com baixo custo. A iniciativa privada que hoje detém as concessões das ferrovias  tem como objetivo transportar em sua grande maioria commodity, isso não traz desenvolvimento e não investe no crescimento da malha ferroviária, só traz lucro para uma pequena parte.  Não é possível defender algo que não deu certo para o país, seu povo e os trabalhadores ferroviários, portanto, somos a favor de uma empresa sobre o controle do Estado, que detenha e determine sua atividade econômica e que terá importância desenvolvimentista.

CNTTL: Quanto à privatização da CBTU, quais estratégias a Federação está articulando para frear o desmonte da estatal?

Jerônimo: O Brasil está num caminho inverso dos demais países, basta ver o descaso que estão às empresas estatais. O transporte de passageiros deveria ter a mesma importância da saúde e educação. Todas as empresas que foram privatizadas estão no mesmo víeis de aferir lucros, a qualquer preço, prestando um péssimo serviço à sociedade. Neste momento estamos em duas frentes de trabalho contra as privatizações: uma na CPTM, (Companhia Paulista de Trens Metropolitano) e outra na defesa da CBTU, ( Companhia Brasileira de Trens Urbanos). A princípio o governo federal deseja transferir para os estados, porém os estados do nordeste, com exceção de Pernambuco, são empresas deficitárias e apesar de grande importância social, certamente ela serão desativadas. A Federação está ingressando com ações judiciais, a fim de barrar essa privatização, além de organizar mobilização nas bases e articulações com parlamentares e sociedade civil organizada.

CNTTL: O Congresso reunirá quantos sindicatos?

Jerônimo: Nosso terceiro Congresso tem como base 12 sindicatos ferroviários e metroviários. Devido à COVID 19, ingressamos na Justiça para prorrogação de mandato, que venceu em maio passado, e foi determinado uma prorrogação do mandato por 90 dias, propagáveis por mais 90.

CNTTL: O que mais está na pauta do Congresso? Qual o balanço que a diretoria faz da atual gestão?

Jerônimo: Nesse congresso serão discutido todos os temas estatutários, políticos e elegeremos a nova direção da Federação. Temos que ressaltar que nossa Federação é uma entidade nova, foi criada em 2010. Enfrentamos todos os obstáculos possíveis e inimagináveis contrários a sua criação, e nasceu como entidade CUTista. Nossa tarefa é unificar a categoria depois de trágico processo, que a desmontou. Nossa missão é manter a unidade na ação. Apesar de alguns percalços, conseguimos!

CNTTL: O congresso será on-line?

Jerônimo: Faremos um congresso de forma mista, ou seja, presencial e virtual, para tanto usaremos uma plataforma que propiciará todos os delegados a acompanhar e discutir os temas em pautas, com a coordenação e delegados presentes, assim será nosso III CONFITF.

Base

A FITF-CUT, filiada à CNTTL, tem cerca de 25 mil ferroviários nos setores de passageiros/cargas representados pelos sindicatos ferroviários nas regiões:

Bahia, Espírito Santo: Baixo Guandu, Cariacica, Colatina, Fundão, Ibiraçu e Vitória.

Mato Grosso do Sul: Água Clara, Anastácio, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Dourados, Ladário, Maracaju, Miranda, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Terenos e Três Lagoas.

Minas Gerais: Aimorés, Antônio Dias, Belo Oriente, Carneirinho, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Ipatinga, Itabira, Itueta, Mariana, Nova Era, Ouro Preto, Resplendor, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Timóteo e Tumiritinga.

Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro

Santa Catarina (Criciúma, Imbituba, Jaguaruna, Laguna, Orleans, Siderópolis e Tubarão)

São Paulo: Andradina, Araçatuba, Avaí, Avanhandava, Bauru, Bento de Abreu, Birigui, Cafelândia, Castilho, Coroados, Glicério, Guaiçara, Guaraçaí, Guarantã, Guararapes, Lavínia, Lins, Mirandópolis, Murutinga do Sul, Penápolis, Pirajuí, Presidente Alves, Promissão, Rubiácea e Valparaíso.

Sergipe.

As empresas na base da FITF são: CBTU, VALEC, FULMITRENS, CPTM, SUPERVIA, FTC, FCA, VALE, RUMO ALL, TLSA, TLA, MRS LOGISTICA, CTB, CCR METRÔ BAHIA, VALEC/FIOL.

 

Fonte: Redação CNTTL, 13 de outubro de 2020

Outubro Rosa e a importância da conscientização

Todos os anos os dados são alarmantes: o câncer de mama é o tumor que mais acomete as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente para este ano são estimados 59.700 novos casos da doença.

É importante destacar, no entanto, que um diagnóstico precoce é a maior arma contra o agravamento do câncer de mama.

A principal forma de manifestação da doença é como um “caroço” endurecido e indolor na mama. Mas de acordo com a médica especialista em tratamentos oncológicos, Dra. Aline da Rocha Lino, qualquer alteração na mama pode ser considerada uma suspeita válida de investigação, independentemente da idade da paciente.

Mesmo que a mulher não perceba nada alterado em suas mamas, é recomendado que a partir dos 40 anos realize um exame de mamografia todo ano. Caso exista um histórico pessoal ou familiar de predisposição ao câncer de mama, esse rastreio pode iniciar antes dos 40 anos. A mamografia pode detectar tumores que ainda não estão aparentes, o que geralmente leva à possibilidade de diagnóstico de um tumor ainda pequeno.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de cura, como também maiores serão as chances de tratamentos menos intensos - destaca a médica.

Tão importante quanto falarmos de diagnóstico precoce é falarmos de prevenção. Já está comprovado que exercícios físicos regulares, evitar o consumo de álcool, priorizar alimentação adequada e hábitos de vida saudável, reduz o risco de se desenvolver câncer de mama.

Conheça o Movimento Rosa

Desde o dia 1º de outubro mulheres com mais de 40 anos e que moram em Santa Catarina podem se cadastrar para fazer os exames de diagnóstico do câncer de mama e consequente tratamento totalmente gratuitos. Os exames e o tratamento serão oferecidos especialmente às mulheres de baixa renda e podem ser agendados até o 1º de março de 2021.

O “Movimento Rosa" oferece, sem custo às pacientes, exames de imagem e patologia, acompanhamento com mastologistas e atendimento nos hospitais e é uma iniciativa da Sociedade Catarinense de Mastologia, em parceria com serviços privados das cidades contempladas.

O programa e estará disponível em Tubarão, além dos municípios da Grande Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, Lages, Itajaí, Criciúma e Mafra. Todas as cidades participantes possuem centro de oncologia para radioterapia e quimioterapia.

Moradoras de cidades vizinhas aos municípios que integram a campanha também podem participar.

Como agendar os exames

Os exames podem ser marcados em horário comercial pelo site movimentorosa.org.br até o dia 31 de janeiro de 2021.

Com informações de NSC Total de 1° de outubro de 2020